Pousada Vereda Tropical, uma história de superação!

Compartilhe!

Uma boa palavra para explicar a experiência de explorar o Parque Estadual do Jalapão é “intensidade”. Sentimentos novos saltam a todo instante, com os cenários mais diversos e belezas inexplicáveis que apenas esse canto do mundo consegue proporcionar. Difícil é cravar que um dia da expedição foi melhor que outro, mas se fosse ter tal ousadia, com certeza o 2º dia estaria no páreo. Poucas vezes em minha vida vivenciei tamanho espetáculo criado pela Natureza em apenas 24 horas.
 
A sensação de estar em outra dimensão do universo, em que o tempo e espaço seguem outras regras que ainda não temos capacidade de entender, fica claro quando falamos das atrações que passamos em, teoricamente, 12 horas. Começamos em um Canyon, que um dia foi uma grande cachoeira, mas hoje exibe o espetáculo de suas lágrimas caindo das mais diversas fontes d’água que possui, passamos pela a Cachoeira da Velha, a maior da região, pela espetacular prainha, uma das mais belas do Brasil, e terminamos nas majestosas dunas para receber mais um presente do sol se pondo.
 


 
Já sem a luz do sol, o céu se acendeu e pudemos contemplar as estrelas como em poucos lugares que já vi na vida. O dia terminou em Mateiros, após todas essas intensas emoções, na aconchegante pousada Vereda Tropical. Impossível falar qualquer coisa sobre a Pousada, antes de falar de sua idealizadora. Quando perguntamos seu nome, a resposta foi a seguinte:
 

“Bibi. Só Bibi.”

 
Contar como a Bibi se tornou dona de uma pousada em Mateiros é contar uma história de superação, recomeços e muita força de vontade. Antes de fincar a âncora por lá, Bibi teve um restaurante em Angra dos Reis, durante 29 anos. Levava um estilo de vida completamente diferente.
 

“Eu viajava o mundo, enquanto a minha gerente cuidava do restaurante.”

 
Eis que veio o plano Collor e, como milhares de brasileiros na época, perdeu tudo o que tinha. Por isso, se desfez de seu restaurante e teve que buscar um recomeço, que encontrou em Ponte Alta, Tocantins. Lá, criou uma loja de confecções. Sem colher muitos frutos, resolveu ir para Mateiros, onde criou um restaurante e depois a pousada. Com a presença de espírito que a torna única, Bibi é clara sobre o motivo que a fez ir a Mateiros.
 

“Dureza! Estava procurando um lugar para trabalhar com menos custo!”

 
Hoje, sua pousada está longe de ter os luxos que um dia foi acostumada. Porém, percebe-se claramente, em cada detalhe, toda a atenção que Bibi oferece a seus hóspedes. Com quartos confortáveis e com ar condicionado oferece o necessário para o relaxamento ideal para recuperar a energia para o próximo dia de intensas emoções.
 


 

Mas, sem nenhuma dúvida, o ponto alto de hospedar-se lá é sentar ao lado de Bibi e escutar algumas de suas muitas histórias. Convenhamos, alguém com uma experiência de vida dessas, vale a pena dedicar um bom tempo por lá.

Se você gostou deste post deixe o seu comentário ou assine o RSS feed para receber as próximas matérias em seu feed.
Guilherme Merlino

Guilherme Merlino

guimerlino@gmail.com

Quero compartilhar os aprendizados das realidades culturais que encontrar em minhas experiências pelo mundo Vivenciar as culturas locais de forma respeitosa, com gentileza e delicadeza, e acima de tudo: viver para viajar, viajar para viver.

No Comments

Post a Comment