Surpreenda-se com os lugares mais bonitos do Jalapão!

Compartilhe!

O Parque Estadual do Jalapão não deixa de surpreender. A todo momento, paisagens espetaculares, forte contato com a natureza, atrativos deslumbrantes e uma aventura contínua durante, pelo menos, 03 dias.
 
É o sentimento de sair de um mergulho em uma praia de rio paradisíaca, onde uma onça dormira na noite anterior e suas pegadas ainda estão visíveis, para curtir o pôr do sol nas imensas dunas de um lindo deserto.
 
Em alguns momentos, confesso que a sensação foi de entrar dentro de um filme de Indiana Jones, na aventura em busca do cálice sagrado. Em outros, foi de total paz e conexão com a natureza, em uma virtuosa sinfonia de troca de energia.
 
Os mais de 155 mil hectares de parque se espalham por mais de três municípios, cada um com suas belezas, peculiaridades e curiosidades. Com sua região definida desde Janeiro de 2001, o parque já foi cenário de grandes programas da TV internacional, como o survivor: Tocantins.
 
Seja qual for o momento de vida que estiver passando, uma coisa é fato, o Jalapão irá te maravilhar. Confira os cantos que mais nos encantaram ao longo de nossa passagem por lá.
 

DUNAS

 


 
Depois de um longo segundo dia e atrativos de fazer o queixo cair, como a maior cachoeira do parque e uma linda praia de areia branca e fina, quando não se imaginava que algo poderia superar estes belos momentos, eis que chegamos até o local das famosas Dunas do Jalapão, um dos poucos atrativos conhecidos pelo público geral.
Após enfrentar asfalto, terra, lama e areia fina, o Troller T4 Amarelo da Jalapão Extremo chegou aos pés daquela magnitude de areia. Uma areia avermelhada, grossa e que dá sinais de que ali, há milhares de anos, existia uma grande chapada.
 
A vista que surge do topo é de tirar a voz, de te “obrigar” a curtir aquela linda paisagem em um silêncio renovador. Isso que a vista não abrange nem metade do Parque. Foi ali que vimos o mais belo pôr do sol da viagem, com o sol avermelhado refletindo na areia e transformando aquele momento em uma grande troca de energias.
 

CACHOEIRA DA FORMIGA

 


 
Talvez a cachoeira tenha sido nomeada por causa do excesso de formigas na região. Pouco provável que tenha sido em homenagem à eterna volante da seleção brasileira feminina de futebol. Sabe-se lá qual o motivo, mas fato é que é uma das mais belas cachoeiras da viagem. Com pouco mais de 1 metro de queda, é possível encontrar um assento natural feito pela água e sob medida para você curtir uma bela hidromassagem. O seu entorno coberto por uma vegetação fechada, exuberante, com altas árvores, samambaias e moitas de palmeiras nativas, faz com que a experiência seja ainda mais intensa.
 
A água mereceria um capítulo à parte. O azul turquesa predomina, mas a cristalinidade d’água surpreende, mais uma vez. Temperatura ideal, com uma leve correnteza, suficiente para ajudar a fazer uma boa massagem. Após o primeiro mergulho, a pressa do tempo para de existir, a irritação e stress da cidade grande são levados embora. A força da gravidade parece alterar-se e um se sente muito mais leve.
 
Sem dúvida, um dos pontos áureos da viagem.
 

FERVEDOUROS

 


 
Os Fervedouros são, na minha opinião, os atrativos únicos do Jalapão. Antes de pisar em Tocantins meu conhecimento sobre os fervedouros eram mínimos, para não dizer inexistente. Após conhecer o primeiro, já cedi aos encantos da natureza.
 
A melhor forma de explicar isso é imaginar uma daquelas piscinas de plástico. Mas pense naquela grande. Agora visualize água saindo constantemente do chão, com um canal que parece ser eterno! E detalhe, a água brota com uma força tão grande que você é incapaz de encostar no fundo, fica eternamente flutuando. Mas não é qualquer água, é uma das mais puras águas do mundo, que às vezes fica difícil lembrar se está debaixo d’água ou não, de tão cristalina que é. Adicione uma areia fina e clara e um entorno deslumbrante, com belas árvores, coqueiros e belas plantas.
 
O que mais nos impressionou foi o Fervedouro Bela Vista. Muito maior que o dos Buritis e do Rio do Sono. Mas o melhor mesmo é pegar qualquer um deles com total privacidade. Por isso vale dar um toque no guia para que ele acerte o horário certo para cada atrativo.

 

CACHOEIRA DA VELHA & A PRAINHA

 


 
A Cachoeira da Velha impressiona pelo tamanho e força. A maior cachoeira do Parque, com água que despenca com voracidade por duas quedas em formato de ferradura, cada uma com mais de 20 metros de largura. Com um deck que leva até uma trilha, é possível assistir a este espetáculo bem próximo.
 
Como é impossível até cogitar entrar na água perto da Velha, o momento do banho fica um pouco mais para a frente. Cerca de 20 minutos depois, encontra-se a Prainha, um cenário espetacular que a natureza reservou para a região. Com areia fofa, fina e amarela, não parece ser uma praia de rio. O lugar é tão bonito que já foi palco para alguns filmes & programas, como “Deus é Brasileiro”.
 
Uma curiosidade, dias antes de chegarmos ao Jalapão, tanto a Cachoeira quanto a Prainha, estavam fechadas por causa de uma onça pintada que estava curtindo suas férias por ali. Então fique esperto!

 

ECO LODGE & SERRA DA CATEDRAL

 


 
A última noite, quando pensávamos que havíamos visto de tudo, chegamos à Serra da Catedral. Já era noite, então foi difícil notar a beleza do lugar, apesar que o céu estrelado já sinalizava belas paisagens. Após a noite muito bem dormida no Jalapão Eco Lodge, a manhã seguinte revelou aquele paredão gigantesco, no formato perfeito de uma catedral. A Serra parece conceder proteção à região e, principalmente, o Eco Lodge criado com tanta paixão pelo Lucio Flavo Adorno, que idealizou o local e implementou uma cultura totalmente sustentável.
 
Além das aconchegantes buritibanas, pequenas cabanas construídas com a matéria prima dos buritis, há o Bangalô, que fica no topo de um morro, com vista perfeita para a Serra da Catedral e uma privacidade junto à natureza impossível de achar em qualquer outro lugar do Jalapão. Esse, sem dúvida, é o lugar ideal para os casais apaixonados.

 

TAQUARUÇU

 


 
Taquaruçu não está exatamente dentro do Parque Estadual do Jalapão. Porém, é normalmente a primeira parada da viagem. Um pequeno município com menos de 5 mil habitantes, que possui 80 cachoeiras catalogadas. Há aquelas que são bem complicadas de chegar e há aquelas com um acesso mais simples.
 
Visitamos apenas duas, mas que nos encantaram. Na mesma trilha, de cerca de 1,5km, é possível aproveitar a cachoeira do Escorrega Macaco, com uma queda de cerca de 40 metros, e a da Roncadeira, uma espetacular queda de 70 metros. Nesta, é possível ainda fazer rapel, porém é opcional ao passeio simples, que precisa ser sinalizado antes.
 
O município está a menos de uma hora de Palmas, vale a pena passar o dia por lá e explorar as muitas trilhas, balneários e cachoeiras que existem na região.

 

COMUNIDADE DO MUMBUCA

 


 
O Mumbuca, como muitas outras que existem no Brasil, é uma comunidade quilombola, que já perdeu suas tradicionais raízes. Hoje é mais uma de muitas comunidades carentes do país. Porém, em alguns momentos é possível sentir a energia e a inspiração dos tempos passados. Foi o que sentimos ao encontrar a Santinha, uma personagem que merece um capítulo à parte.
 
O grande destaque da Comunidade é o Capim Dourado. Reza a lenda que foi ali que começou o manuseio do Capim Dourado, dando início ao que hoje é o mais utilizado artesanato da região. Porém, segundo a própria Santinha, que falou que quem criou tudo foi a sua avó, nenhum reconhecimento oficial foi dado à Comunidade.
 
De qualquer forma, conhecer o Mumbuca é uma experiência única, e os artesanatos de lá são muito bonitos, o que faz valer a compra e a ajuda!

 

CÂNION DO SUSSUAPARA

 



 
Imagine uma grande cachoeira que desemboca em um rio de grande correnteza e que corre por muitos quilômetros. Pois é, mas se tornou passado e ficará apenas na imaginação. Era assim o Cânion do Sussuapara, antes de secar quase que completamente, principalmente devido ao assoreamento das nascentes do Rio Sussuapara.
 
Porém, o que se manteve de tudo isso foi um santuário. Após descer alguns metros de uma trilha relativamente simples, chega-se ao que restou da cachoeira e do rio. Nada mais que um raso riacho, que não molha nem a canela, e um espetáculo de gotas, caindo do paredão de quase 25 metros. A água que desce pelas raízes das árvores é totalmente limpa, vindo de algumas nascentes, por isso é possível aproveitar para matar a sede ali mesmo.

 

PEDRA FURADA

 


 
A Pedra Furada tem um sentimento especial por ser o atrativo que nos recepcionou ao Parque Estadual do Jalapão. No mesmo dia em que chegamos de viagem no aeroporto e após rodar centenas de quilômetros, chegamos a um morro de 200 metros de altura, com uma fenda que deve bater os 50 metros de altura, e uma vista incrível para boa parte do parque.
 
Ali vimos um dos, se não o mais belo pôr do sol da viagem. Quando fomos em Abril, não estávamos cientes que é a época de chuva e que raramente se consegue um céu limpo. Porém, os Cosmos nos presentearam com lindos entardeceres. Naquele dia, estávamos cercados de tempestades, menos no local aonde se punha o sol. Apenas uma nuvem entrou no caminho, o que causou um primeiro sentimento de revolta, mas logo se tomou a forma de uma Fênix, que só aumentou o espetáculo.

 

CACHOEIRA DAS ARARAS & RIO NOVO

 



 
A Cachoeira das Araras está longe de ter uma queda imponente. Porém, o pequeno lago que forma antes de continuar para se tornar o grande Rio Novo, é ideal para um bom mergulho. O cenário da cachoeira é lindo, parecendo que foi construído milimetricamente por alguns dos mais geniais paisagistas.
 
Mas o grande diferencial deste atrativo é a família do Seu Hélio, proprietário daquela região. Além dos belos atrativos, como uma pequena praia no Rio Novo, no qual presenciamos mais um belo pôr do sol, há o restaurante da família. Toda a comida ali é orgânica e plantada por eles mesmos. Todo o frescor e qualidade dos ingredientes fizeram desta janta a mais memorável da viagem.
 

MORRO VERMELHO

 


 
Da mesma forma que a Pedra Furada lhe dá as boas-vindas ao Jalapão com um sorriso acolhedor, o Morro Vermelho lhe dá um abraço caloroso de até breve. Último atrativo do Jalapão, o morro é facilmente escalável e possui pedras dos mais diferentes formatos, como o “morro dos macacos” – pedras que lembram macacos te observando.
 
O melhor está reservado para aqueles que chegam até o topo. Ali é possível curtir uma vista 360 de boa parte do parque. As mais diversas tonalidades de vermelho do morro dão um destaque a mais, principalmente quando banhada pela luz do sol que começava a se por novamente. O pensamento que ficou na cabeça foi de aproveitar bem aquele momento, pois irá demorar até estar na presença de um espetáculo da natureza tão maravilhoso quanto é o Jalapão!

 

O CAMINHO PELO PARQUE

 


 
Não é exatamente um atrativo, mas foi um dos pontos de maior emoção. Não é simples visitar o PEJ, os caminhos são tortuosos, não há asfalto, apenas terra, areia fofa e, em muitos momentos, lama. Se não há um 4 x 4, a viagem será muito mais complicada. Por isso recomendamos que vá com um guia que tenha o veículo adequado e que tenha experiência em guiar no Parque.
 
Fomos com a Jalapão Extremo Ecotur, conduzidos pelo Alex e pela Simone, a bordo da Maria Clara, um lindo Troller T4, nomeado em homenagem à filinha do casal. A experiência e a alta capacidade de condução do Alex fizeram com que a aventura de se ir de um ponto a outro no Jalapão se tornasse um dos pontos mais emocionantes da viagem. E depois de rodar quase mil quilômetros por lá, o recomendo fortemente como guia para quem for e boa viagem!
 
E depois de tantas experiências marcantes, deixamos vocês com as melhores fotos que tiramos entre um atrativo e outro. Realmente, o Jalapão é mágico!
 
fotos> Giancarlo Ceccon & Guilherme Merlino

Se você gostou deste post deixe o seu comentário ou assine o RSS feed para receber as próximas matérias em seu feed.
Guilherme Merlino

Guilherme Merlino

guimerlino@gmail.com

Quero compartilhar os aprendizados das realidades culturais que encontrar em minhas experiências pelo mundo Vivenciar as culturas locais de forma respeitosa, com gentileza e delicadeza, e acima de tudo: viver para viajar, viajar para viver.

1 Comment

  • Demilson LIMA

    Responder

    TEXTO ,LUGAR E FOTOS TOP.
    Parabéns pelas dicas.

    agosto 13, 2015 at 9:54 pm

Post a Comment